Soumodip Sarkar é considerado um dos 100 principais especialistas mundiais em inovação pelo World Economic Forum. Ele faz uma observação importante, em uma era em que muito é falado sobre inovação como instrumento de diferenciação perante o mercado: “é melhor buscar inspiração em negócios já existentes e procurar melhorá-los”, pois as chances de sucesso são muito, muito maiores que acreditar que sua ideia irá gerar algo revolucionário. Não queremos dizer que não devemos tentar inovar radicalmente – não é essa a questão. Apenas que há muitas oportunidades passíveis de serem aproveitadas, com um risco menor e, portanto, menos incerteza. Segundo a Comissão Nacional de Empreendedorismo dos EUA, 9 em cada 10 empreendedores bem-sucedidos citaram “a execução excepcional de uma ideia ordinária” como chave para ter sucesso com uma ideia viável, bem-fundamentada.

Isso faz sentido. E quem executa algo são as pessoas. Quando estão comprometidas com um objetivo, dão o melhor de si, colaboram na correção de erros, no melhoramento dos processos e conseguem até mesmo superar nossas expectativas.

O mesmo se dá no ambiente familiar. Embora a convivência com os colegas na escola, na vizinhança e em atividades extracurriculares tenha um peso muito grande no que diz respeito à formação do indivíduo, os pais, que estão comprometidos com o melhor para seus filhos, estão sempre buscando novas formas de desenvolvê-los, que não a tradicional “bronca” ou somente a “punição”. Buscam métodos novos, para um ambiente e um tempo totalmente novo na história da humanidade. Os métodos antigos deixam, na média, muito a desejar no quesito educação de filhos.

Estamos hoje conectados ao mundo – celulares com internet e SMS, sites de relacionamento como Facebook, sistemas de mensagens instantâneas (Whatsapp, Telegram, Messenger, por exemplo), temos sistemas de GPS em nossos aparelhos celulares para guiar-nos e assim por diante. No entanto, a qualidade dos relacionamentos decai a olhos vistos. Frequentemente pode-se observar em redes de relacionamentos, quantos “amigos” as pessoas têm – alguns, mais de 1.000! Você acredita que são realmente “amigos”? Provavelmente, nem “conhecidos” são!

Por favor, não pense o leitor que estamos “saudosos dos velhos tempos”. Não há dúvida que a tecnologia contribuiu em muito para a melhoria da qualidade de vida em inúmeros aspectos. Estamos tratando da superficialidade das relações. É certo que, para que uma relação seja bem-sucedida, é necessário que as partes envolvidas desenvolvam empatia e flexibilidade; que desenvolvam mais autocontrole; que pensem “um pouco mais” antes de falar, de agir e então advém o amadurecimento como ser humano. Isso dificilmente ocorre quando os relacionamentos são superficiais, “facilmente descartáveis”, do tipo: “não gostei disso que aconteceu – vou apagá-lo de minha lista de contatos”. Em nosso ambiente de trabalho, em nossos tratos com clientes e em várias outras situações, alguns têm tentado replicar essa atitude e temos tido verdadeiros desastres nas relações humanas.

Esse blog tratará disso: o desafio de tornar nossas vidas pessoais e profissionais ainda mais satisfatórias, de contribuir para que as pessoas, à nossa volta, possam dar o melhor de si – não apenas para que a produtividade delas no trabalho possa aumentar ou para que elas dêem mais “faturamento médio por pessoa”.

À medida que as pessoas desenvolvem mais habilidades construtivas nos relacionamentos, refletem sobre a consequência de suas ações, aprendem a tomar decisões difíceis sob estresse e trabalham de acordo com prioridades relevantes – habilidades que podem ser desenvolvidas através de um processo de aprimoramento do indivíduo – a satisfação e a qualidade de vida aumentam. Pessoas desenvolvem seu potencial de liderança. Afetam positivamente outros. Melhoram o ambiente profissional e familiar. Todos ganham com isso.
Se o leitor for um frequentador assíduo de livrarias, verá que as soluções para todos os problemas parecem já ter sido descobertas, tamanha a quantidade de lançamentos tratando desde assuntos considerados banais até assuntos para o nível de inteligência de poucos. Alguns assuntos, com suas ideias e táticas envolvendo o comportamento humano e o mundo dos negócios já se tornaram obsoletos em pouco tempo após seu lançamento; outros têm um conteúdo que permanece atual, porém utilizam uma linguagem não muito adequada para a compreensão.

Foi com essa motivação – mais estratégias e menos táticas -, que decidimos começar a escrever nesse blog. Mas o que queremos dizer com isso? Qual é a diferença fundamental entre tática e estratégia?

A estratégia pode ser compreendida como a elaboração do planejamento para alcançar algo; a tática faz parte da implementação da estratégia definida, ou seja, fazer os movimentos corretos para atingir os resultados. Resolvemos incorporar de modo simples as “táticas” às estratégias apresentadas em cada contexto, quer sejam no âmbito do autoconhecimento, planejamento e tomada de decisões, relacionamento humano, liderança ou em outras situações. Sem a compreensão das estratégias, o uso de algumas táticas será em vão – e logo poderão tornar-se também obsoletas.

O que registraremos nesse blog é a base do treinamento PPDH®- Programa Performance e Desenvolvimento Humano. O leitor encontrará relatos interessantes de como muitos participantes deste treinamento lidaram com situações desafiadoras. Algumas delas são:

  1. Ter uma atitude mais construtiva para enfrentar e superar alguns desafios pessoais e profissionais.
  2. Lidar melhor com questões que envolvem a tomada de decisões e o controle do estresse.
  3. Desenvolver a habilidade de conquistar pessoas e influenciá-las visando ganhos mútuos.
  4. Tornar-se alguém mais produtivo, por manter o foco no que é realmente importante.
  5. Superação de desgastes emocionais no ambiente profissional e familiar.
  6. Aprimorar a habilidade de utilizar a empatia, e então agir com foco na solução, e não nos problemas.

Os nomes e lugares citados nas histórias aqui no blog são muitas vezes omitidos ou trocados de modo a garantir o anonimato dos que contaram seus relatos, mas utilizando a essência das histórias de modo a beneficiar aqueles que as lerão.

Tenho muito a agradecer, em especial aos meus familiares, amigos e ex-alunos que, durante 25 anos de estrada de Norte a Sul deste Brasil, participaram de nossos treinamentos, workshops, consultorias, vivências e palestras, meu muito obrigado.

E vamos começar! Até o próximo Blog!